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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Estimulação Pré-natal: ajudando o cérebro do seu filho a se desenvolver desde o ventre.



Nunca tinha ouvido falar, e você?


A cada semana de gestação que passa fico mais impressionada com o milagre da vida ainda em desenvolvimento dentro de mim. Algumas semanas atrás fiz o ultrassom morfológico. Embora a Luiza não tenha colaborado muito e resolvido ficar na posição transversal bem naquele dia, o medico foi nos mostrando os diversos órgãos, medindo o tamanho dos ossinhos dos braços e da perna. Impressionante!

Mas além do desenvolvimento físico da nossa filha, fico impressionada de ver como um serzinho que vive protegido dentro de você, envolto em líquido e no escuro pode reagir com o meio externo. Se você já é mãe ou está com semanas a mais de gravidez do que eu, provavelmente vai se recordar de como o bebe começa a interagir quando ouve sua voz ou a voz do papai.

Há algumas semanas atrás, assim que deitei para dormir, percebi que a Luiza estava acordada. Meu esposo então começou a conversar com ela. Muito interessante que percebíamos que ela chutava quando ele terminava a frase, como se estivesse respondendo (aqui tem uma pontinha de pais babões, viu!). Depois ele começou a cantar com a boca bem pertinho da barriga, e foi testando. Quando cantava de um lado, eu sentia ela se mexer e chutando do lado oposto. Quando invertia o lado, a bebe também se mexia dando a impressão que estava querendo ficar com a cabeça mais pertinho de onde vinha o som. Brincamos assim, nós três por uns 15 minutos. Sem palavras!

De manhã, me lembrei que a minha irmã (que é jornalista) semanas atrás me contou sobre uma entrevista que fez com uma psicóloga. Ela deu várias sugestões de brincadeiras que você pode fazer com o bebe enquanto está na sua barriga que, além de criarem vínculos afetivos muito importantes entre pais e bebe, também desenvolvem o cérebro. Ah, não tive dúvida, fui direto ao Sr. Google ver o que encontrava a respeito.

Assim, descobri a "estimulação pré-natal". Embora no Brasil o termo não seja muito divulgado, vizinhos hermanos (Peru, Venezuela, Argentina) tem pesquisado e desenvolvido atividades neste sentido até mesmo nas consultas de pré-natal oferecidas pelo sistema público de saúde. O tema constitui uma área de estudo da psicologia que pesquisa a relação entre esta estimulação ainda no ventre, as reações e desenvolvimento da criança após o nascimento.



Estimulação Pré-natal...chega de conversa!




- O que é?
A estimulação pré-natal consiste em atividades de interação entre mães e seus bebês ainda no ventre. Embora a figura materna seja primordial na interação, esta também pode acontecer entre o bebê e o pai ou outras pessoas. As atividades desenvolvidas buscam desenvolver reações no bebê a estímulos táteis, sonoros, visuais.

- Por que fazer?
O cérebro humano é formado por células chamadas neurônios. Logo nas primeiras semanas desenvolvimento estes vão formando redes e conexões que são responsáveis por nosso raciocínio, movimentos bem como outras funções. Cada vez que se realiza a estimulação novas conexões neurais se formam. Infelizmente, desde o nascimento iniciamos a perda destas células nervosas, que vão morrendo e não se renovam. Quanto maior o número de conexões e redes formadas, menor a perda destas células. Ao longo de toda a vida, atividades físicas e mentais que realizamos são responsáveis por criar novas conexões entre nossos neurônios, e são elas que determinam nossa inteligência bem como comportamentos sociais e emocionais. As atividades de estimulação antes da concepção fazem com que os bebês criem um maior número de conexões entre os neurônios ainda dentro do útero materno. Ao nascer, eles já possuem, então, uma rede de neurônios mais desenvolvida, o que, acredita-se seja motivo de redução da perda de células nervosas no nascimento.

- Quais os benefícios?
De acordo com a pesquisa realizada na Venezuela pela Dra. Beatriz Manrique, os bebês que tiveram estimulação pré-natal tendem a exibir um maior desenvolvimento visual, auditivo e motor logo aos nascerem. Eles apresentam também maior capacidade de aprendizagem e coeficientes de inteligência mais satisfatórios. Além disso, cria-se um vínculo afetivo entre mãe, pai e bebê extremamente benéficos e que influenciam no comportamento e nas reações do bebê desde as primeiras horas de vida.
Os resultados da pesquisa dirigida pela Dra. Manrique ao longo de dezesseis anos com gestantes a partir da vigésima quarta semana de gravidez apontam para melhores resultados na conduta das mães e bebês submetidos à estimulação pré-natal. Em variáveis como comportamento durante o trabalho de parto; comportamento do bebê nos primeiros dias de vida e desenvolvimento mental e motor até o sexto ano de vida os índices do grupo foi significativamente superior em relação ao grupo de controle.

- Quando começar?
Desde as primeiras semanas de gravidez, embora a mãe ainda não perceba os movimentos e reações do feto, ele é extremamente influenciado por aquilo que acontece com ela. Seja a nível de emoções quanto de substâncias produzidas ou utilizadas pela mãe, a influência destes fatores é o motivo de tantas preocupações e cuidados no primeiro trimestre da gravidez. Por isso, acredita-se que neste período já seja possível iniciar a estimulação pré-natal através de atividades a serem desenvolvidas pela mãe, e que gerem sensações agradáveis e positivas para ela, que consequentemente serão também sentidas pelo bebê.

No segundo trimestre o bebê inicia suas interações mais perceptivas. É neste período que a mãe pode sentir os primeiros chutes e outros movimentos que vão se intensificar ao longo das próximas semanas. Durante este período também, é que o bebê começa a ouvir os sons externos e internos. Portanto, as principais atividades de estimulação concentram-se na função auditiva.

A estimulação no terceiro trimestre da gestação é mais abrangente e primordial. Nesta última etapa, o bebê é capaz de responder ao toque, além de perceber a luz. Ele também está maior o que faz com que seus movimentos sejam mais perceptíveis não somente às mães, como também a quem toque ou observe a barriga. A estimulação pré-natal neste período envolverá então cantar, contar histórias, responder aos movimentos do bebê através do toque entre outras atividades.


Em Breve
aqui no Blog!

Sugestões de atividades para você estimular o seu bebê em cada trimestre da gravidez! 









sexta-feira, 1 de março de 2013

Música gospel para bebês: lindas canções d'Ninar



Depois de algumas semanas bem agitadas, onde não consegui escrever nada, hoje tive um “desejo de grávida” irresistível: publicar no Canção de Ninar!

Essa foi uma semana muito, muito especial na minha gravidez. Senti a Luiza chutar pela primeira vez. A sensação foi um pouco diferente do que eu imaginava, bem mais sutil e “delicada”, ufa! Tomara que fique assim por bastante tempo! Mas fiquei igualmente feliz porque cheguei finalmente na tão esperada vigésima semana. Estava doida pra a Luiza começasse logo a escutar, pra gente poder ouvir música juntas.

E não é que as duas coisas (sentir chutar e ouvir) já começaram a ter certa relação! Digo isso porque a primeira e memorável vez em que percebi minha primeira filhinha chutar (na última terça-feira) foi bem no meio de uma aula de piano. Estava revisando com um aluno as músicas que ele tinha levado para tocar nas férias, e foi bem no meio da música mais animadinha que percebi a reação da minha princesinha!

Desde então, tenho ouvido e cantado pra ela muito mais do que antes.

Dando umas voltas pelo Youtube encontrei algumas músicas bem legais que você, futura mamãe ou mãe de bebê talvez também possa gostar.

Hoje a seleção é de canções de ninar de cantores/grupos de música gospel. As músicas são da cantora Aline Barros e do grupo australiano Hillsong.

Se você tem o costume de frequentar alguma igreja provavelmente já ouviu alguma dessas canções. Independente de conhecê-las ou não, são lindas! Tenho certeza de que você e o seu bebê também vão gostar. Ah, e são tão incrivelmente relaxantes que pode ser perigoso ouvi-las ao volante, por exemplo!

O efeito vale para os pequenininhos e os grandões também...Tem um futuro papai aqui do meu lado que está em sono profundo desde que comecei a selecionar as músicas e escrever este post!



Aline Barros (instrumental) para Bebês - completo!



Hillsong - Hosanna (lindo!)
 


Hillsong - All I need is You
 


Hillsong - Here I am to worship

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Estudo mostra relação entre a música e o desenvolvimento da leitura e escrita em pré-escolares.



Estudo realizado pela Faculdade de Educação da Universidade de Buffalo (Nova Iorque – EUA) mostra a importância da educação musical para o desenvolvimento do vocabulário em crianças em idade pré-escolar.

Dando uma passeada pelo Facebook hoje a tarde, encontrei este link para a reportagem que fala a respeito da relação entre música e desenvolvimento da leitura e escrita em crianças em idade pré-escolar.

Durante dois anos os pesquisadores americanos investigaram o desenvolvimento de 165 crianças cujos professores generalistas (o professor da turma, mesmo!) possuíam treinamento musical e ensinavam música diariamente em sala de aula.

De acordo com o artigo, “os resultados mostraram que a instrução musical aumentou significativamente o vocabulário oral das crianças e a compreensão gramatical”.

A coordenadora da pesquisa: Dra. Maria Runfola afirma que “música é uma forma das crianças aprenderem ritmo e rima do texto, serem expostas a um novo vocabulário e aprenderem a discriminar uma variedade de sons”.

O resultado da pesquisa serviu, principalmente, para reforçar aos educadores e gestores escolares a importância do investimento na formação musical dos professores bem como nas aulas de música. O estudo mostrou um crescimento considerável nos índices alcançados por essas crianças no teste aplicado anualmente pelo governo norte-americano, o que, naquele país, classifica a escola e permite que esta tenha mais ou menos recursos financeiros.

Apesar de focar na aprendizagem musical dentro da escola, Runfola também menciona que os pais devem fazer parte deste processo e podem ajudar no desenvolvimento musical dos filhos. Segundo ela “pais deveriam tomar nota destes resultados e encorajar seus filhos a ouvir uma variedade de música de gravações e especialmente ao vivo (...) Além disso, os pais deveriam interagir musicalmente com os filhos, da mesma forma que interagem usando a linguagem falada. No mínimo, eles deveriam utilizar rimas de bebês e dançar com eles com a música do rádio, TV e gravações”.

E você, como interage com seu filho através da música? Mesmo que ele ainda seja bem pequenininho, tenha certeza de que esta interação fará muito bem pra vocês dois.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Com qual idade devo colocar meu filho na aula de música?



Praticamente todo o início de ano encontro alguém que faz a tal pergunta: Com qual idade devo colocar meu filho na aula de música? Bom, a resposta a princípio não parece ajudar muito: Depende!



Hoje escrevo este post muito mais na perspectiva de professora de música do que de mãe ou futura mamãe. Há alguns dias venho pensando em escrever algo que seja do interesse de mamães com bebês já nascidos e um pouquinho maiores. Fiquei pensando em um tema, surgiram muitos, mas pensei que talvez este possa te ajudar.

Uma grande parte dos pais e mães, quando pensa em aula de música já imagina a prática de um instrumento. Pensa em seu pequeno (seja qual for a idade) sentadinho com um violão na mão, ou quem sabe em frente a um piano, os dedinhos ágeis tocando “Parabéns pra Você” ou outra música.

É importante começar lembrando que o estudo de música não está necessariamente ligado à prática de um instrumento musical específico. Quando pensamos em aula de música como um processo de familiarização com este tipo de arte, tornamos as possibilidades muito mais abrangentes e podemos iniciar muito mais cedo.

Já comentamos em posts anteriores que a partir do quinto mês de gestação seu bebê já pode ouvir os sons. Ele já tem memória musical e responde ao que ouve através de diversos movimentos. Depois de nascer, não é muito diferente. Assim, ele está apto a aprender música desde as primeiras horas de vida. É claro que não recomendo a ninguém que matricule seu filho recém-nascido em uma escola de música. Nesse período, os pais devem se responsabilizar por esse desenvolvimento musical.

Mas assim que o seu bebê já consegue sentar e manipular objetos ele está pronto para começar as aulas de música. Algumas escolas recebem bebês a partir de seis meses, outras a partir de um ano para aulas de Musicalização Infantil. Nestas aulas, através de músicas e o contato com diversos instrumentos, o bebê vai desenvolver suas habilidades musicais, o canto e também outros aspectos importantes como a afetividade, a socialização e a coordenação motora.

Talvez alguns pais não reconheçam a importância destas aulas. Já ouvi alguns que acham que a professora enrola e só fica cantando. Te garanto uma coisa: a diferença entre crianças que começaram cedo o curso de Musicalização Infantil e crianças que iniciaram um pouquinho depois já direto no instrumento é gritante! A forma de interagir com a música, de criar, experimentar e interpretar dessas crianças musicalizadas faz com que, quando iniciem um instrumento, o seu desenvolvimento seja muito mais rápido. E mesmo que você não queira que o seu filho de torne músico profissional (e nem é essa a intenção da aula de música, viu!) o desenvolvimento dessas crianças, a cultura que elas tem e como se relacionam com os colegas também é notavelmente diferente!

E para aprender instrumento, qual a melhor idade?


Ao colocar seu filho pra estudar um instrumento, considere primeiro algumas questões:

- Quem gosta do instrumento? A criança ou os pais?
 
Sempre ouço mães dizendo que vão por os filhos pra estudar piano porque este era o sonho delas. Ops! Será que é o sonho do seu filho, também? Desde pequenos desenvolvemos o gosto por timbres específicos. As vezes seu filho simplesmente não gosta do som do tal instrumento. Forçar vai tornar o aprendizado uma chatice!

- Que tipos de habilidades o instrumento exige?

Alguns instrumentos exigem que a criança tenha já um avançado desenvolvimento psicomotor, outros vão exigir um bocado dos pulmões. E ainda alguns são tocados em posições nada confortáveis. Antes de matricular seu filho, converse com o professor do instrumento, peça pra ele deixar seu o pequeno experimentar um pouco. E depois, não esqueça de perguntar para a criança o que ela achou e como se sentiu.

- Se ainda não é a hora do seu filho aprender o instrumento que vocês pensavam, existe a possibilidade dele iniciar em outro instrumento parecido. Tenha certeza de que não será tempo perdido!

Se o instrumento for de sopro, talvez a flauta doce seja uma boa alternativa. O tamanho do instrumento se adapta melhor na mãozinha da criança e o peso ela é capaz de suportar. Mais tarde, se ela quiser optar por outro instrumento de sopro, como saxofone, flauta transversal ou trompete, por exemplo, já terá adquirido várias das habilidades necessárias.

Para instrumentos de cordas (violino, viola erudita, violoncelo) recomendo que a iniciação seja feita no violino (menor e mais leve). Mas converse antes com o professor, porque mesmo neste instrumento, é preciso que a criança já tenha desenvolvido certas habilidades para iniciar o instrumento.

Para instrumentos de tecla (teclado, piano) não vejo grandes problemas. Eu comecei a estudar piano aos três anos de idade, mas recomendo aos alunos que comecem talvez um aninho mais tarde.

Instrumentos como violão e bateria também podem ser iniciados bem cedo, desde que você tenha um instrumento do tamanho correto.

- Considere a maturidade, capacidade de concentração e desenvolvimento motor da criança.

Seu filho já consegue se concentrar em atividades por um certo período de tempo? Ele consegue ficar sentadinho prestando a atenção quando alguém fala? Geralmente costumamos indicar que os pais iniciem o instrumento por volta dos quatro ou cinco anos por causa desses fatores. Mas, novamente, isso não é uma regra! Cada criança se desenvolve de forma diferente.

- Não force seu filho a ser um gênio musical. Respeite seu desenvolvimento e não fique comparando com outras crianças.

Terminei a primeira aula de um garotinho de quatro anos de idade. Na saída, o pai me pergunta: “E aí, professora, sei que meu filho é muito inteligente, ele vai ser assim, tipo Mozart?”. Na hora dei uma risadinha e nem respondi. Pra ser sincera, por mais que goste de música e queira muito que minha filha também goste e toque um instrumento, não gostaria que ela fosse “tipo Mozart”. O coitado sofreu um monte por ser prodígio. Seu talento foi explorado pelo pai, cresceu desequilibrado, com o psicológico todo abalado. Morreu cedo, cheio de doenças e problemas porque aos dois anos de idade já rodava a Europa pra fazer concertos. Quer isso pro seu filho, eu hein!

 
Sei por experiência própria que aprender música é muito bom, e faz uma grande diferença no desenvolvimento da criança. Mesmo que o seu filho depois não queria mais tocar, ou que ele não se torne o músico que você pensou que ele seria, tenha certeza de que as experiências e habilidades que ele desenvolveu vão fazer bastante diferença ao longo da vida, mesmo quando ele já for adulto. Que tal dar essa oportunidade para o seu bebê (seja novinho ou crescidinho)?

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Estimulação Pré-natal: ajudando o cérebro do seu filho a se desenvolver desde o ventre.

Postado por Lucila Andrade às 06:34 1 comentários


Nunca tinha ouvido falar, e você?


A cada semana de gestação que passa fico mais impressionada com o milagre da vida ainda em desenvolvimento dentro de mim. Algumas semanas atrás fiz o ultrassom morfológico. Embora a Luiza não tenha colaborado muito e resolvido ficar na posição transversal bem naquele dia, o medico foi nos mostrando os diversos órgãos, medindo o tamanho dos ossinhos dos braços e da perna. Impressionante!

Mas além do desenvolvimento físico da nossa filha, fico impressionada de ver como um serzinho que vive protegido dentro de você, envolto em líquido e no escuro pode reagir com o meio externo. Se você já é mãe ou está com semanas a mais de gravidez do que eu, provavelmente vai se recordar de como o bebe começa a interagir quando ouve sua voz ou a voz do papai.

Há algumas semanas atrás, assim que deitei para dormir, percebi que a Luiza estava acordada. Meu esposo então começou a conversar com ela. Muito interessante que percebíamos que ela chutava quando ele terminava a frase, como se estivesse respondendo (aqui tem uma pontinha de pais babões, viu!). Depois ele começou a cantar com a boca bem pertinho da barriga, e foi testando. Quando cantava de um lado, eu sentia ela se mexer e chutando do lado oposto. Quando invertia o lado, a bebe também se mexia dando a impressão que estava querendo ficar com a cabeça mais pertinho de onde vinha o som. Brincamos assim, nós três por uns 15 minutos. Sem palavras!

De manhã, me lembrei que a minha irmã (que é jornalista) semanas atrás me contou sobre uma entrevista que fez com uma psicóloga. Ela deu várias sugestões de brincadeiras que você pode fazer com o bebe enquanto está na sua barriga que, além de criarem vínculos afetivos muito importantes entre pais e bebe, também desenvolvem o cérebro. Ah, não tive dúvida, fui direto ao Sr. Google ver o que encontrava a respeito.

Assim, descobri a "estimulação pré-natal". Embora no Brasil o termo não seja muito divulgado, vizinhos hermanos (Peru, Venezuela, Argentina) tem pesquisado e desenvolvido atividades neste sentido até mesmo nas consultas de pré-natal oferecidas pelo sistema público de saúde. O tema constitui uma área de estudo da psicologia que pesquisa a relação entre esta estimulação ainda no ventre, as reações e desenvolvimento da criança após o nascimento.



Estimulação Pré-natal...chega de conversa!




- O que é?
A estimulação pré-natal consiste em atividades de interação entre mães e seus bebês ainda no ventre. Embora a figura materna seja primordial na interação, esta também pode acontecer entre o bebê e o pai ou outras pessoas. As atividades desenvolvidas buscam desenvolver reações no bebê a estímulos táteis, sonoros, visuais.

- Por que fazer?
O cérebro humano é formado por células chamadas neurônios. Logo nas primeiras semanas desenvolvimento estes vão formando redes e conexões que são responsáveis por nosso raciocínio, movimentos bem como outras funções. Cada vez que se realiza a estimulação novas conexões neurais se formam. Infelizmente, desde o nascimento iniciamos a perda destas células nervosas, que vão morrendo e não se renovam. Quanto maior o número de conexões e redes formadas, menor a perda destas células. Ao longo de toda a vida, atividades físicas e mentais que realizamos são responsáveis por criar novas conexões entre nossos neurônios, e são elas que determinam nossa inteligência bem como comportamentos sociais e emocionais. As atividades de estimulação antes da concepção fazem com que os bebês criem um maior número de conexões entre os neurônios ainda dentro do útero materno. Ao nascer, eles já possuem, então, uma rede de neurônios mais desenvolvida, o que, acredita-se seja motivo de redução da perda de células nervosas no nascimento.

- Quais os benefícios?
De acordo com a pesquisa realizada na Venezuela pela Dra. Beatriz Manrique, os bebês que tiveram estimulação pré-natal tendem a exibir um maior desenvolvimento visual, auditivo e motor logo aos nascerem. Eles apresentam também maior capacidade de aprendizagem e coeficientes de inteligência mais satisfatórios. Além disso, cria-se um vínculo afetivo entre mãe, pai e bebê extremamente benéficos e que influenciam no comportamento e nas reações do bebê desde as primeiras horas de vida.
Os resultados da pesquisa dirigida pela Dra. Manrique ao longo de dezesseis anos com gestantes a partir da vigésima quarta semana de gravidez apontam para melhores resultados na conduta das mães e bebês submetidos à estimulação pré-natal. Em variáveis como comportamento durante o trabalho de parto; comportamento do bebê nos primeiros dias de vida e desenvolvimento mental e motor até o sexto ano de vida os índices do grupo foi significativamente superior em relação ao grupo de controle.

- Quando começar?
Desde as primeiras semanas de gravidez, embora a mãe ainda não perceba os movimentos e reações do feto, ele é extremamente influenciado por aquilo que acontece com ela. Seja a nível de emoções quanto de substâncias produzidas ou utilizadas pela mãe, a influência destes fatores é o motivo de tantas preocupações e cuidados no primeiro trimestre da gravidez. Por isso, acredita-se que neste período já seja possível iniciar a estimulação pré-natal através de atividades a serem desenvolvidas pela mãe, e que gerem sensações agradáveis e positivas para ela, que consequentemente serão também sentidas pelo bebê.

No segundo trimestre o bebê inicia suas interações mais perceptivas. É neste período que a mãe pode sentir os primeiros chutes e outros movimentos que vão se intensificar ao longo das próximas semanas. Durante este período também, é que o bebê começa a ouvir os sons externos e internos. Portanto, as principais atividades de estimulação concentram-se na função auditiva.

A estimulação no terceiro trimestre da gestação é mais abrangente e primordial. Nesta última etapa, o bebê é capaz de responder ao toque, além de perceber a luz. Ele também está maior o que faz com que seus movimentos sejam mais perceptíveis não somente às mães, como também a quem toque ou observe a barriga. A estimulação pré-natal neste período envolverá então cantar, contar histórias, responder aos movimentos do bebê através do toque entre outras atividades.


Em Breve
aqui no Blog!

Sugestões de atividades para você estimular o seu bebê em cada trimestre da gravidez! 









sexta-feira, 1 de março de 2013

Música gospel para bebês: lindas canções d'Ninar

Postado por Lucila Andrade às 13:09 0 comentários


Depois de algumas semanas bem agitadas, onde não consegui escrever nada, hoje tive um “desejo de grávida” irresistível: publicar no Canção de Ninar!

Essa foi uma semana muito, muito especial na minha gravidez. Senti a Luiza chutar pela primeira vez. A sensação foi um pouco diferente do que eu imaginava, bem mais sutil e “delicada”, ufa! Tomara que fique assim por bastante tempo! Mas fiquei igualmente feliz porque cheguei finalmente na tão esperada vigésima semana. Estava doida pra a Luiza começasse logo a escutar, pra gente poder ouvir música juntas.

E não é que as duas coisas (sentir chutar e ouvir) já começaram a ter certa relação! Digo isso porque a primeira e memorável vez em que percebi minha primeira filhinha chutar (na última terça-feira) foi bem no meio de uma aula de piano. Estava revisando com um aluno as músicas que ele tinha levado para tocar nas férias, e foi bem no meio da música mais animadinha que percebi a reação da minha princesinha!

Desde então, tenho ouvido e cantado pra ela muito mais do que antes.

Dando umas voltas pelo Youtube encontrei algumas músicas bem legais que você, futura mamãe ou mãe de bebê talvez também possa gostar.

Hoje a seleção é de canções de ninar de cantores/grupos de música gospel. As músicas são da cantora Aline Barros e do grupo australiano Hillsong.

Se você tem o costume de frequentar alguma igreja provavelmente já ouviu alguma dessas canções. Independente de conhecê-las ou não, são lindas! Tenho certeza de que você e o seu bebê também vão gostar. Ah, e são tão incrivelmente relaxantes que pode ser perigoso ouvi-las ao volante, por exemplo!

O efeito vale para os pequenininhos e os grandões também...Tem um futuro papai aqui do meu lado que está em sono profundo desde que comecei a selecionar as músicas e escrever este post!



Aline Barros (instrumental) para Bebês - completo!



Hillsong - Hosanna (lindo!)
 


Hillsong - All I need is You
 


Hillsong - Here I am to worship

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Estudo mostra relação entre a música e o desenvolvimento da leitura e escrita em pré-escolares.

Postado por Lucila Andrade às 13:34 1 comentários


Estudo realizado pela Faculdade de Educação da Universidade de Buffalo (Nova Iorque – EUA) mostra a importância da educação musical para o desenvolvimento do vocabulário em crianças em idade pré-escolar.

Dando uma passeada pelo Facebook hoje a tarde, encontrei este link para a reportagem que fala a respeito da relação entre música e desenvolvimento da leitura e escrita em crianças em idade pré-escolar.

Durante dois anos os pesquisadores americanos investigaram o desenvolvimento de 165 crianças cujos professores generalistas (o professor da turma, mesmo!) possuíam treinamento musical e ensinavam música diariamente em sala de aula.

De acordo com o artigo, “os resultados mostraram que a instrução musical aumentou significativamente o vocabulário oral das crianças e a compreensão gramatical”.

A coordenadora da pesquisa: Dra. Maria Runfola afirma que “música é uma forma das crianças aprenderem ritmo e rima do texto, serem expostas a um novo vocabulário e aprenderem a discriminar uma variedade de sons”.

O resultado da pesquisa serviu, principalmente, para reforçar aos educadores e gestores escolares a importância do investimento na formação musical dos professores bem como nas aulas de música. O estudo mostrou um crescimento considerável nos índices alcançados por essas crianças no teste aplicado anualmente pelo governo norte-americano, o que, naquele país, classifica a escola e permite que esta tenha mais ou menos recursos financeiros.

Apesar de focar na aprendizagem musical dentro da escola, Runfola também menciona que os pais devem fazer parte deste processo e podem ajudar no desenvolvimento musical dos filhos. Segundo ela “pais deveriam tomar nota destes resultados e encorajar seus filhos a ouvir uma variedade de música de gravações e especialmente ao vivo (...) Além disso, os pais deveriam interagir musicalmente com os filhos, da mesma forma que interagem usando a linguagem falada. No mínimo, eles deveriam utilizar rimas de bebês e dançar com eles com a música do rádio, TV e gravações”.

E você, como interage com seu filho através da música? Mesmo que ele ainda seja bem pequenininho, tenha certeza de que esta interação fará muito bem pra vocês dois.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Com qual idade devo colocar meu filho na aula de música?

Postado por Lucila Andrade às 11:56 1 comentários


Praticamente todo o início de ano encontro alguém que faz a tal pergunta: Com qual idade devo colocar meu filho na aula de música? Bom, a resposta a princípio não parece ajudar muito: Depende!



Hoje escrevo este post muito mais na perspectiva de professora de música do que de mãe ou futura mamãe. Há alguns dias venho pensando em escrever algo que seja do interesse de mamães com bebês já nascidos e um pouquinho maiores. Fiquei pensando em um tema, surgiram muitos, mas pensei que talvez este possa te ajudar.

Uma grande parte dos pais e mães, quando pensa em aula de música já imagina a prática de um instrumento. Pensa em seu pequeno (seja qual for a idade) sentadinho com um violão na mão, ou quem sabe em frente a um piano, os dedinhos ágeis tocando “Parabéns pra Você” ou outra música.

É importante começar lembrando que o estudo de música não está necessariamente ligado à prática de um instrumento musical específico. Quando pensamos em aula de música como um processo de familiarização com este tipo de arte, tornamos as possibilidades muito mais abrangentes e podemos iniciar muito mais cedo.

Já comentamos em posts anteriores que a partir do quinto mês de gestação seu bebê já pode ouvir os sons. Ele já tem memória musical e responde ao que ouve através de diversos movimentos. Depois de nascer, não é muito diferente. Assim, ele está apto a aprender música desde as primeiras horas de vida. É claro que não recomendo a ninguém que matricule seu filho recém-nascido em uma escola de música. Nesse período, os pais devem se responsabilizar por esse desenvolvimento musical.

Mas assim que o seu bebê já consegue sentar e manipular objetos ele está pronto para começar as aulas de música. Algumas escolas recebem bebês a partir de seis meses, outras a partir de um ano para aulas de Musicalização Infantil. Nestas aulas, através de músicas e o contato com diversos instrumentos, o bebê vai desenvolver suas habilidades musicais, o canto e também outros aspectos importantes como a afetividade, a socialização e a coordenação motora.

Talvez alguns pais não reconheçam a importância destas aulas. Já ouvi alguns que acham que a professora enrola e só fica cantando. Te garanto uma coisa: a diferença entre crianças que começaram cedo o curso de Musicalização Infantil e crianças que iniciaram um pouquinho depois já direto no instrumento é gritante! A forma de interagir com a música, de criar, experimentar e interpretar dessas crianças musicalizadas faz com que, quando iniciem um instrumento, o seu desenvolvimento seja muito mais rápido. E mesmo que você não queira que o seu filho de torne músico profissional (e nem é essa a intenção da aula de música, viu!) o desenvolvimento dessas crianças, a cultura que elas tem e como se relacionam com os colegas também é notavelmente diferente!

E para aprender instrumento, qual a melhor idade?


Ao colocar seu filho pra estudar um instrumento, considere primeiro algumas questões:

- Quem gosta do instrumento? A criança ou os pais?
 
Sempre ouço mães dizendo que vão por os filhos pra estudar piano porque este era o sonho delas. Ops! Será que é o sonho do seu filho, também? Desde pequenos desenvolvemos o gosto por timbres específicos. As vezes seu filho simplesmente não gosta do som do tal instrumento. Forçar vai tornar o aprendizado uma chatice!

- Que tipos de habilidades o instrumento exige?

Alguns instrumentos exigem que a criança tenha já um avançado desenvolvimento psicomotor, outros vão exigir um bocado dos pulmões. E ainda alguns são tocados em posições nada confortáveis. Antes de matricular seu filho, converse com o professor do instrumento, peça pra ele deixar seu o pequeno experimentar um pouco. E depois, não esqueça de perguntar para a criança o que ela achou e como se sentiu.

- Se ainda não é a hora do seu filho aprender o instrumento que vocês pensavam, existe a possibilidade dele iniciar em outro instrumento parecido. Tenha certeza de que não será tempo perdido!

Se o instrumento for de sopro, talvez a flauta doce seja uma boa alternativa. O tamanho do instrumento se adapta melhor na mãozinha da criança e o peso ela é capaz de suportar. Mais tarde, se ela quiser optar por outro instrumento de sopro, como saxofone, flauta transversal ou trompete, por exemplo, já terá adquirido várias das habilidades necessárias.

Para instrumentos de cordas (violino, viola erudita, violoncelo) recomendo que a iniciação seja feita no violino (menor e mais leve). Mas converse antes com o professor, porque mesmo neste instrumento, é preciso que a criança já tenha desenvolvido certas habilidades para iniciar o instrumento.

Para instrumentos de tecla (teclado, piano) não vejo grandes problemas. Eu comecei a estudar piano aos três anos de idade, mas recomendo aos alunos que comecem talvez um aninho mais tarde.

Instrumentos como violão e bateria também podem ser iniciados bem cedo, desde que você tenha um instrumento do tamanho correto.

- Considere a maturidade, capacidade de concentração e desenvolvimento motor da criança.

Seu filho já consegue se concentrar em atividades por um certo período de tempo? Ele consegue ficar sentadinho prestando a atenção quando alguém fala? Geralmente costumamos indicar que os pais iniciem o instrumento por volta dos quatro ou cinco anos por causa desses fatores. Mas, novamente, isso não é uma regra! Cada criança se desenvolve de forma diferente.

- Não force seu filho a ser um gênio musical. Respeite seu desenvolvimento e não fique comparando com outras crianças.

Terminei a primeira aula de um garotinho de quatro anos de idade. Na saída, o pai me pergunta: “E aí, professora, sei que meu filho é muito inteligente, ele vai ser assim, tipo Mozart?”. Na hora dei uma risadinha e nem respondi. Pra ser sincera, por mais que goste de música e queira muito que minha filha também goste e toque um instrumento, não gostaria que ela fosse “tipo Mozart”. O coitado sofreu um monte por ser prodígio. Seu talento foi explorado pelo pai, cresceu desequilibrado, com o psicológico todo abalado. Morreu cedo, cheio de doenças e problemas porque aos dois anos de idade já rodava a Europa pra fazer concertos. Quer isso pro seu filho, eu hein!

 
Sei por experiência própria que aprender música é muito bom, e faz uma grande diferença no desenvolvimento da criança. Mesmo que o seu filho depois não queria mais tocar, ou que ele não se torne o músico que você pensou que ele seria, tenha certeza de que as experiências e habilidades que ele desenvolveu vão fazer bastante diferença ao longo da vida, mesmo quando ele já for adulto. Que tal dar essa oportunidade para o seu bebê (seja novinho ou crescidinho)?